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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Pequenas Trovas [Poesia]

Pequenas Trovas

Pequenas trovas
São as provas
Arranjadas,
Das rimas já usadas
Em uma trilha já marcada.

É sinfonia sem harmonia
Coração em agonia
É o amor! Que fora morto
Por uma faca da monotonia.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Presente [Poesia]

Presente

A noite pareceu tão quente
A lua brilhava tão doce
Meu coração pulsava tão forte
Teria sido perfeito se não fosse
Cheia de defeitos
E a culpa não do plano
E nem da noite, pois ninguém teve culpa
Mas a dor sobrou pra mim
Quero que todos calem a boca
E que a porta azul se abra para mim
E meu presente esteja esperando
Lá fora com sua blusa azul
Com seu sorriso meigo, cabelos bagunçados
Você parece uma borboleta, muda tanto
Mas eu quero você lá fora, sorrindo
Quando eu sair pelo portão azul
Só não entendo por que estou tão triste
Se nem falar comigo fala, mas já tocou minha mão
Como uma flor, é assim que te vejo
Sou mais feliz por ti gostar
Mais triste por falar
Aos quatro ventos que não te tenho
Por favor, escute
A jornada sempre valerá à pena
Enquanto você como recompensa.

Isso é tudo pessoal.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Papel Virgem (Poesia)

Papel Virgem.

As linhas em branco
Como corpo virgem
Dá lugar ao prazer
Dá inicio a viagem.

Se antecede ao grande êxtase
Prima realidade
Vive-se intensa liberdade
Todo toque em pura ênfase.

E num momento caneta exita
O pé se estica
E jorra ali o puro prazer
Tinta, papel e mais nada a fazer.

Como marcar o ar
Como afundar no mar
Achou-se o que não sabia existir
Encontra-se em perfeita união.

Depois do prazer, mais puro silêncio
Reflexão e autocrítica do fato feito
Dúvida e silencio e o pulsar no peito.

Isso é tudo pessoal.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Chuva [Poesia]

Chuva

Gotas azuis na água sem cor
Lá vem  margarida com sua dor
Serena e profunda, beleza singela
Lá vem margarida  a flor amarela.

Das flores sei pouco, pois pouco contaram
Das flores vi pouco, pois longe brotaram
Mas sei que são amadas
E que por amor são cortadas.

E gota azul, azul do céu caiu
Caiu na flor, caiu no rio
Caiu na dor, caiu de frio
E gota azul, azul do céu caiu.

Mas é mistério para mim
O da gota fim
Mas já não é pra mim
O da flor fim.

Coitada de margarida
Linda flor, uma flor ferida
E gota azul ajuda flor
Ajuda flor, diminui dor...

Gotas azuis na água sem cor
Alimenta o rio
Alimenta a flor
Agora corre forte, veloz
Caiu no rio, segue à foz.

Isso é tudo pessoal.

A dor de saber. [Poesia]

A dor de saber.

Dói como verdade
Dói, com dor selvagem
E dói com intensidade
A dor de não viver.

Saber que lá fora passa,
Que aqui dentro muda
Que subir é difícil,
E que a liberdade não é banal.

Que sou lobo de mim
Que comando meu ser
Que só vivo o agora
E que o que vivo é o que me faz.

Saber que o amor é inconstante.


Isso é tudo pessoal.